Reprovação do governo Dilma é de 69%, segundo CNI / Ibope

A popularidade da presidente Dilma mantém-se inalterada entre junho e setembro. Pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o percentual da população que considera o governo federal ótimo ou bom oscila de 9% para 10% nesse período, enquanto os que o consideram ruim ou péssimo variam de 68% para 69%, maior percentual em 27 anos de pesquisas CNI-IBOPE. Os que avaliam o governo como regular somam 21%, mesmo percentual de junho.

Dentre os entrevistados, 82% desaprovam a maneira de Dilma governar contra 14% que aprovam e 77% declaram não confiar na presidente (20% confiam). Na pesquisa de junho, a desaprovação era de 83% (15% de aprovação) e 78% não confiavam em Dilma (20% confiavam).

A queda de popularidade da presidente entre a população com até a quarta série da educação fundamental, ocorrida em junho, foi parcialmente revertida em setembro. O percentual dos que confiam na presidente passa de 24% para 28% e o dos que consideram o governo ótimo ou bom, de 13% para 17%. Entre os que possuem educação superior, a popularidade cai: o percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo cresce 7 pontos e chega a 73% enquanto os que desaprovam a maneira de governar da presidente crescem de 82% para 88%.

As capitais são onde há perda de popularidade de Dilma, enquanto nos municípios que compõem as regiões metropolitanas ocorre aumento. Entre os residentes das capitais, o percentual dos que aprovam a maneira de governar da presidente recua 5 pontos percentuais, enquanto o dos que consideram o governo ruim ou péssimo sobe 4 pontos percentuais. Nos municípios que compõem as regiões metropolitanas (excluindo-se as capitais), o percentual dos que confiam na presidente aumenta de 13% para 20% e os que avaliam o governo como ótimo ou bom sobe de 6% para 10%.

Áreas de atuação

Quando avaliado o desempenho do governo por área de atuação, novamente em todas elas (nove no total), o percentual de desaprovação é superior ao de aprovação.

Impostos (90%) e taxa de juros (89%) continuam sendo as áreas com o maior percentual de desaprovação. Com aprovação de apenas 7% e 6%, respectivamente, essas áreas apresentam um saldo (diferença entre o percentual de aprovação e o de desaprovação) negativo de 83 pontos percentuais cada.

As políticas com melhores avaliações são as relativas ao combate à fome e à pobreza, com 29% de aprovação, e ao meio ambiente, com 25% de aprovação. Ainda assim, apresentam saldos negativos de 39 e 40 pontos percentuais, respectivamente.

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